Ele acompanha o doce de leite, não falta quando a sobremesa é
goiabada, faz parceria com doces e salgados. Inconfundível, o queijo
do Serro é sucesso a quase três séculos.
Dica:
Existem muitas maneiras de se fazer o queijo mineiro, mas a receita
usada no Serro, tem como ingrediente o "pingo", um líquido que
escorre do queijo depois de todo o soro ter saído. É o ambiente
ideal para a cultura de algumas bactérias existentes no leite cru,
que se desenvolvem apenas no Serro, em função de diversas
características ambientais. Estas bactérias, responsáveis pelo sabor
exclusivo do queijo, provocam a fermentação do leite. Os fazendeiros
do Serro, que trabalham com o leite recém-ordenhado usam este
fermento natural. Ele precisa estar sempre fresco. Quando os
queijeiros notam qualquer diferença no pingo, testam o queijo
colocando-o, depois de pronto, em um balde cheio de água. Se ele
afundar, o pingo está bom. Se flutuar, é por que tem ar, isto é,
está contaminado. - O fermento em bom estado não gás. "O
queijo-de-minas não pode ter buracos. Se as condições de higiene
forem boas, e o fermento saudável, sua massa é uniforme. Não fica
arrendada, não tem furos", explica a professora Célia Lúcia Fortes
Pereira, do departamento de tecnologias de alimentos da Universidade
Federal de Viçosa.
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